Busca Social do Facebook

No dia 15 de janeiro, o Facebook anunciou, num evento em sua sede na California, um novo sistema de buscas que mostra resultados baseados em conteúdos que o usuário curtiu, músicas, lugares, videos, fotos e interesses. É um novo passo para o Facebook que o coloca a frente de outras redes sociais e sistemas pela web, adicionando novas formas de utilização da já poderosa rede social. O novo sistema já tem causado polêmica e preocupado especialistas em segurança. Então vamos falar um pouquinho sobre essa tal “Busca Social”?

A primeira coisa a ser dita sobre a busca social é que ela não é uma pesquisa na web, como o Google. Diferente da busca da web, que fornece o resultado através de palavras-chave, na busca social as pessoas podem utilizar consultas prontas e receber resultados personalizados. Você poderá pesquisar, por exemplo, “restaurante chinês que meus amigos costumam visitar”. Ou seja, é uma forma de pesquisar conteúdo que foi compartilhado no próprio Facebook, através de fotos que você comenta, músicas que você ouve, apps que você usa, seus compartilhamentos… Porém, ao mesmo tempo, caso o que você digite não seja encontrado pela busca social, ela vai buscar na internet [através do Bing, buscador parceiro do Facebook, ótimo para buscas nos EUA] em informações que nem o próprio Google tem acesso; Bing 1, Google 0.

Para fazer funcionar um projeto ambicioso como esse, o Facebook precisou aumentar sua potência computacional. Buscas desse tipo, focadas no tipo de conteúdo que precisará ser pesquisado no open graph do Facebook, exige muito processamento. Basicamente, o Facebook dividiu seu poder computacional em módulos separados que podem ser ligados ou desligados facilmente. Segundo dados do próprio Facebook, a Busca Social tem à sua disposição 320 núcleos de CPU, 3 terabytes de memório RAM e 30 TB de memória Flash.  Essa solução encontrada pelo Facebook, chamada de Rack Desagregado, poderá aumentar em breve, principalmente quando a busca social se espalhar para todo o mundo [hoje está apenas disponível para quem usa o Facebook em inglês] ao longo dos próximos meses.

busca social

Mas, apesar de todo o investimento do Facebook em hardwares e softwares, especialistas em segurança estão preocupados com constrangimentos ou ataques de criminosos virtuais. Zuckerberg disse que a busca foi construída com a privacidade em mente, uma vez que a maioria do conteúdo do Facebook não é público. Conteúdos colocados como “privados” não aparecerão nos resultados das buscas, por exemplo. Ainda que a busca utilize dados que as pessoas escolheram compartilhar, é importante ressaltar que a maneira como a rede social passará a ser utilizada, mudou. Empresas, stalkers e até governos totalitários podem utilizar o serviço para encontrar pessoas e informações daqueles que são mais descuidados com suas configurações de privacidade [imagine uma pesquisa do tipo “homens interessados em homens, no Irã”, onde o homossexualismo é ilegal]. Isso é algo que requer uma reeducação e, como sempre, um cuidado especial com aquilo que é posto na rede.

Ainda é cedo para dizer se a nova busca social será um sucesso completo ou se permitirá, assim como outras ferramentas inteligentes da web, o uso inadequado por pessoas mal intencionadas e que só querem fazer o mal. Por enquanto é um projeto ambicioso que aumenta a interação entre os usuários e dá fôlego novo à rede, além de nos trazer uma ferramenta realmente interessante e útil que poderá evoluir para fins mais práticos e cotidianos, bem como influenciar outros sistemas utilizados no dia-a-dia.

Fonte: Gizmodo/G1

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