Na última sexta-feira [15] o mundo acordou assustado com a notícia de que um meteorito havia caído na Rússia causando destruição e morte por onde passou. Diversos videos começaram a pipocar na internet registrados pelas câmeras instaladas nos painéis dos carros. A cidade mais afetada foi Chelyabinsk, a 1,5km a leste de Moscou. Até agora, sabe-se que o meteorito possuía cerca de 10 toneladas e que atingiu os Montes Urais, a famosa cordilheira russa. Mas, se o meteorito caiu numa zona rural, porque causou tanta destruição por onde passou?

Primeiro vamos entender a diferença entre meteoros e meteoritos. Meteoros são pedaços de rochas do espaço, normalmente provenientes de grandes cometas ou asteroides e que entram na atmosfera terrestre. Muitos são incandescentes por causa do calor da atmosfera. São raros os que suportam o choque ao entrar na atmosfera terrestre e se chocam com a crosta terrestre, estes são chamados de meteoritos. Os meteoritos sempre atingem o solo com muita velocidade, mais de 30.000 quilômetros por hora. Pequenos choques ocorrem de cinco a dez vezes ao ano e são mais comuns do que pensamos. ”Eventos como os de hoje acontecem a intervalos de centenas de anos. É uma coincidência incrível, mas não estão relacionados de maneira alguma“, declarou  Paul Chodas, cientista pesquisador da NASA. Ainda segundo a NASA, diariamente 80 toneladas de material espacial entra na atmosfera terrestre, mas acabam sendo destruídos assim que entram na nossa superfície.

A maior parte dos danos causados pelo meteoro, foi provocada pela sua explosão quando entrou na nossa atmosfera. A explosão causou uma onda de choque que quebrou o vidro das janelas e fez com que objetos voassem pelo ar por quilômetros. Os fragmentos que atingiram de fato o solo, era muito pequenos para causar danos nos locais longe do impacto. A explosão é causada principalmente pelo atrito do corpo celeste com os gases que compõem a atmosfera. Assim, nossa atmosfera funciona como um verdadeiro escudo contra invasores meteóricos. É por isso que é preciso uma manobra extremamente complicada para trazer de volta os ônibus espaciais. Do contrário, eles caíriam em alta velocidade e pegariam fogo [como os meteoros pegando fogo e apagando - ou, simplesmente, “estrelas cadentes”]. A última vez que um evento do tipo aconteceu, foi em 2008 quando astrônomos observaram a mancha de um meteoro vindo para Terra 20h antes da sua entrada na atmosfera. Ele explodiu sobre o Sudão, mas os danos são desconhecidos.

A NASA informou que não conseguiu detectar com antecedência o meteoro pois ele estava contra a luz do sol. Cientistas [e nós!] torcemos para que um meteorito nunca atinja uma métropole. Eles acreditam que, em algum momento, nosso planeta será atingido por um corpo celeste maior do que o ocorrido na Rússia, algo parecido com o que levou à extinção dos dinossauros. A NASA ainda estuda como monitorar tais ameaças. O que sabemos até agora, é que esse é um desafio global; uma solução precisa ser encontrada em conjunto. E acredite: nada disso envolve Bruce Willis e Ben Affleck jogando uma bomba atômica para explodir o asteróide.

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